Conforme as investigações foram avançando, a Polícia Civil verificou diversas contradições apresentadas por A.S., que ao ser confrontado confessou ter agido sozinho, com intenção patrimonial, pois acreditava que a vítima tinha dinheiro em sua casa, e valendo-se da relação de confiança que ela tinha por ele, tendo em vista que ele já havia realizado serviços de pedreiro para ela e então a surpreendeu em sua residência, a amarrou e a amordaçou, momento em que ela foi à óbito, por alguma causa desconhecida por A.S.
O autor confessou ainda que, munido das senhas do celular e do aplicativo bancário de Leiza realizou um "pix" para a sua conta e em seguida levou o corpo dela em seu veículo para o local de coleta de lixo, onde ateou fogo para ocultar o cadáver. Ainda de acordo com ele, após deixar o corpo da vítima no aterro sanitário, foi até a sua residência, pegou o celular da vítima, se passando por ela, e encaminhou mensagens para os familiares dela e para ele mesmo, com o objetivo de encobrir vestígios.
Após alguns dias, ele escondeu o celular no interior de um pilar de concreto de uma obra em que prestava serviço. A equipe de investigação deslocou até o local indicado por A.S. e, com ajuda de ferramentas apropriadas, localizou o aparelho celular da vítima.
Apesar de A.S. negar que tenha ceifado a vida de Leiza, afirmando que ela foi a óbito por algum mal súbito, a versão apresentada não condiz com os elementos de prova colhidos pela Polícia Civil, que acredita que a morte tenha ocorrido por asfixia mecânica, razão pela qual o indivíduo foi indiciado pelos crimes de Latrocínio (Roubo seguido de morte) e Ocultação de Cadáver. A.S. teve a prisão temporária convertida em preventiva e permanece custodiado em regime fechado.